Natasha Ego1stka: – Oi, Darya! Antes você mantinha um blog ativo, mas depois parou. Por que isso aconteceu? Houve algum motivo específico para voltar?
Darya: – Sim, eu era uma usuária ativa do GipsyTeam. Lembro quando criei meu blog em 2016, foi também quando comecei a fazer streams. Eu pensava: “Meu Deus, já deve ser tarde demais, todo mundo já faz stream, todo mundo tem blog, quem vai se interessar por isso?”.
Fiz streams ativamente até o final de 2021, mas depois me mudei para o Brasil e passei a focar mais no meu jogo. Como diz o Avr0ra: “Ou você é streamer, ou é jogadora profissional”, e eu concordo com isso. Ser jogadora profissional me atrai muito mais, mas às vezes gosto de compartilhar meus resultados, discutir mãos, mesmo não estando pronta para expor totalmente minha vida ao público. Além disso, as streams tiram muito do meu EV: não consigo jogar 10-15 mesas, interagir com o chat e ainda apresentar bons resultados. Streamar é um trabalho pesado, e pessoalmente não consigo conciliar isso com um grind sério.
Em 2022, peguei uma upstreak – ganhei o torneio de high rollers no BSOP Brasil ($66.000), depois tive meu melhor cash online e finalmente acreditei em mim mesma. Achei que o motivo dos meus resultados era o meu jogo “magnífico” e comecei a jogar mais caro, com ABI de $80. No entanto, acabei perdendo cerca de $40k em seis meses. Parei de grindar por alguns meses, tirei um tempo para pensar no que fazer a seguir. Depois de uma montanha-russa dessas, foi difícil voltar ao ritmo.
Desci para ABI $15, mesmo tendo bankroll para jogar mais caro, mas continuava basicamente no zero a zero. Sentia que algo estava errado no meu jogo, mas não sabia exatamente o quê. Ficou claro que, com o meu conhecimento antigo, eu não sairia desse buraco.
Um dia, estava assistindo à stream do Damir Miracl, e no chat começaram a falar sobre treinos. Descobri que ele fazia análises de bancos de mãos. Eu tinha muitas mãos registradas e, no ABI $15, minha winrate era de cerca de 8bb/100 – um desastre para esses limites. Resolvi pedir uma revisão para ele. O Damir me tranquilizou, disse que esperava algo ainda pior e encontrou muitos erros básicos. O que mais ficou marcado foi: “Você precisa trabalhar as probe bets”. E eu, naquela época, nem sabia o que isso significava!
Natasha: – Foi então que você decidiu buscar mais treinadores?
Darya: – Sim. O Damir me sugeriu procurar um treinador na seção Treinamentos do GipsyTeam, e isso foi ótimo – lá é tudo bem estruturado, dá para ver os limites, gráficos, reviews. Recomendo para todo mundo.
Escolhi o Sergey “Elendil”. Fizemos seis treinos, foram excelentes, mas havia um problema: ele mora na Tailândia e eu no Brasil, então a diferença de fuso de 12 horas dificultava bastante.
Nessa época, tive um bom resultado no PokerStars e ganhei cerca de $11k. Mesmo assim, continuei jogando satélites de $3, embora meu treinador dissesse que já estava na hora de subir. Mas, depois de tanto tempo perdendo, minha confiança estava abalada, então fui extremamente cautelosa com os limites. Hoje ainda sigo uma gestão de bankroll de 1.000+ buy-ins por limite.
Depois, treinei com o Vlad “pravdazatoboy” por cerca de um ano e meio. Ele também dá aulas na equipe DreamTeam e recomendo fortemente para quem tem ABI $20.
Outro treinador marcante foi o Igor “BombaZota13”, muito conhecido no fórum. Os treinos dele são uma verdadeira explosão de informações – duas ou três horas sem pausa, com muito conteúdo novo. Ele tem uma abordagem nada convencional e foca bastante em exploits. Eu gostei muito desse formato. Depois de cada treino, fazia anotações com até cinco páginas de informações novas. Claro, leva tempo para implementar tudo isso no jogo – nem em um mês dá para absorver.
Acho que voltei ao fórum porque queria compartilhar meu progresso. Não sou muito ligada à parte de mídia, mas adoro interagir com a comunidade de poker. Gosto de dividir resultados, contar sobre sucessos e fracassos. Também queria motivar outros jogadores: não desistam, continuem estudando e evoluindo. Sei que meus resultados não são extraordinários, nunca tive grandes títulos e até meus melhores ganhos online são modestos, mas acredito que paciência e trabalho duro sempre trazem retorno.

Natasha: – Qual foi a parte mais difícil de implementar no jogo?
Darya: – Na verdade, todos os conceitos novos são complicados, principalmente quando você já joga há bastante tempo. O mais difícil é começar e, mais ainda, não exagerar. Por exemplo, dizem: “Você precisa apostar mais caro nas c-bets perdidas”. Mas até onde ir sem cometer excessos?
Depois de cada treino, eu pensava: “Meu Deus, como eu jogo mal! Como ainda consigo ser lucrativa?”. Isso é normal. Se o treinador só te diz que está tudo bem, você não vai evoluir. Quanto mais ele aponta seus erros, maior a chance de corrigi-los.
Natasha: – E como você aplica essas novidades na prática?
Darya: – Antes das sessões, reviso minhas anotações dos últimos treinos. Tudo o que lembro na mesa, aplico. É claro que há muito para melhorar, mas, se eu focar em trabalhar um conceito por sessão, levaria tempo demais, e corro o risco de esquecer o que aprendi no mês anterior.

Natasha Ego1stka: – Você já grinda seriamente há alguns anos. Pode compartilhar alguns dos insights que mais te ajudaram?
Darya: – É preciso sempre se subestimar. Antes eu tinha uma confiança, não sei de onde, de que jogava muito bem.
É importante duvidar de si mesma, discutir mãos e absorver constantemente novas informações. Também é útil contratar novos treinadores para que vejam seu jogo sob diferentes perspectivas. Um único treinador é bom, mas ele também pode ter pontos cegos. Eu recomendo pegar treinadores que joguem não muito acima do seu limite, ou seja, para ABI $20 não é necessário um treinador com ABI $200.
Resumindo, trocar de treinadores, manter a autocrítica e jogar bastante. Antes, eu tinha períodos em que jogava apenas duas ou três vezes por semana e nunca perdia um domingo — consequentemente, meu AFS era acima de 1.000. Hoje, tento manter meu AFS por volta de 300 e escolho com cuidado os grandes fields, como o Sunday Million.
Natasha: – Quantos torneios você joga por mês atualmente?
Darya: – Se não viajo para séries, cerca de 500 torneios. É um número bom, mas no nosso fórum há jogadores que jogam o dobro disso, então ainda tenho espaço para crescer.

Natasha: – Li em uma entrevista antiga que, em 2016, você tinha um contrato com a GGPoker. Como isso aconteceu?
Darya: – Ah, essa é uma história interessante. Eu tinha 21 anos, tinha acabado de começar a fazer streams e, obviamente, jogava mal. Durante uma das transmissões, um tal de Casey escreveu no chat dizendo que tinha uma proposta para mim. Ele falou em inglês, e, como meu inglês na época era básico, não entendi bem o que ele queria. Felizmente, o chat me alertou que ele era um streamer conhecido e que eu deveria responder.
Descobri que eles estavam lançando uma nova skin da GG, chamada PPI Poker. Vários streamers de diferentes países trabalhavam com eles e, spoiler, meu futuro marido, de Portugal, também. Nós nos conhecemos justamente por causa desse contrato.
Eles procuravam uma streamer da Rússia. Acho que meu principal diferencial era ser mulher, porque jogava mal e estava começando a streamar. Estava no lugar certo, na hora certa. Obviamente, aceitei. Lembro que eles iam me mandar o contrato e propuseram uma chamada por vídeo, mas eu estava na fila dos Correios. Foi engraçado tentar discutir os detalhes do contrato com meu inglês quebrado, no meio das senhorinhas esperando atendimento.
Foi um período muito legal. Eu tinha uma renda estável e, naquela época, a GG ainda não era tão popular — os fields eram ótimos, até eu conseguia ser lucrativa.
Natasha: – E como conheceu seu marido?
Darya: – O Pedro se ofereceu para fazer um treino e analisar minhas mãos. Conversávamos em inglês, e eu fingia que entendia tudo. Mais tarde, nos encontramos pessoalmente no encontro da equipe no Brasil e começamos a namorar. Estamos juntos desde 2017.

Natasha: – Hoje, o seu Hendon Mob é praticamente todo formado por resultados em séries brasileiras. Em que elas diferem das séries de Sochi ou europeias?
Darya: – As séries aqui são incríveis. A organização é excelente, os dealers são muito profissionais. A estrutura é mais suave a partir do segundo ou terceiro dia. Por exemplo, no último high roller, os níveis começaram com 60 minutos e depois passaram para 90 minutos. Nos torneios mais baratos, de $200, os níveis iniciais têm 30 minutos e, depois, 40 minutos. Parece pouca coisa, mas faz bastante diferença.
Aqui é sempre 8-max, não existem mesas de 10 jogadores, como ouvi falar que acontece na Bielorrússia. Também não há problemas com filas — onde o BSOP é realizado, há cerca de 100 mesas. O único ponto negativo é o rake alto, mas acho que ainda é batível, já que os fields são relativamente fracos.

Natasha: – Em 2022, você disse que não recomendava o BSOP por causa do rake e dos impostos. O que mudou desde então?
Darya: – A boa notícia é que os impostos para estrangeiros foram abolidos há alguns anos. Antes, além do rake, você ainda pagava imposto sobre cada ITM — cobravam 25% dos brasileiros e 16% dos estrangeiros. Do meu melhor cash, por exemplo, paguei $10k de imposto. Foi uma sensação horrível!
Natasha: – E como o field do poker ao vivo brasileiro se compara, por exemplo, com o de Sochi?
Darya: – Os brasileiros são mais emocionais. Às vezes, um jogador ganha uma mão e grita alguma coisa, e toda a sala (com mais de 100 mesas!) começa a gritar junto. A atmosfera é muito mais amigável. O staff também é mais caloroso. Na Rússia, tudo é mais formal. Lembro que, em Sochi, nem me deixaram gravar uma mão em all-in. Para um amador, isso pode ser frustrante — você quer postar um clipe da mão no Instagram, mas não pode. Acho isso um absurdo.
Não sei como está Sochi hoje, mas aqui, no Brasil, há time banks há vários anos — 30 segundos por jogada e cartões extras de tempo. Isso evita que o jogo se arraste demais.
Resumindo: tudo aqui é excelente, com exceção do rake, mas isso parece ser um problema em todos os lugares. Para quem não pode jogar nos EUA, o Brasil é uma ótima alternativa.
Natasha: – E o lado negativo dessa emoção toda dos brasileiros?
Darya: – Lembro de apenas duas brigas. Os seguranças tiveram que separar os jogadores, mas isso pode acontecer em qualquer lugar.
Natasha: – Existem muitos rumores sobre práticas questionáveis nos times brasileiros. Quanto disso você acha que é verdade?
Darya: – Não posso afirmar com 100% de certeza, mas acho que a maioria dos boatos são verdadeiros. Eu e meu marido temos conhecidos que participaram desses times e disseram que ghosting é algo bem comum. Até mesmo streamers que chegam a uma mesa final podem ser ghostados durante a transmissão — não sei exatamente como eles fazem isso, mas parece acontecer bastante.
Natasha: – E no poker ao vivo, já viu algo parecido?
Darya: – Aqui no Brasil, não. Mas teve um caso em Barcelona: você abre a mão, um jogador te 3-beta, outro te 4-beta, você acaba foldando e eles se vão de mesa depois. Isso aconteceu algumas vezes, a ponto de chamarem o floor.
Outra situação foi em um high roller, não foi exatamente team play, mas foi desconfortável. Eu estava no heads-up contra um jogador famoso no Brasil, e ele tinha cerca de 60 pessoas torcendo por ele. O meu marido estava no canto, quase invisível. Toda vez que o brasileiro ganhava os blinds, a torcida explodia como se fosse gol em final de Copa do Mundo. Era difícil manter a calma naquela atmosfera, ainda mais porque o duelo foi longo.
Mas, na mão final, quando ganhei o torneio, fez-se um silêncio absoluto. Foi o melhor som da minha vida! Toda a torcida do brasileiro ficou abatida, e só meu marido e os seguranças — que já estavam cansados de acalmar a torcida embriagada — comemoraram.
Natasha Ego1stka: – Você ganhou muitos torneios femininos. Gosta de jogar neles?
Darya: – Sim, eu adoro torneios femininos. No começo, eu gostava da atmosfera, porque, para uma mulher sem muita experiência, o ambiente dos torneios regulares pode ser um pouco hostil. Já passei por situações em que alguns homens tratavam com desdém, e, na maioria das vezes, eram justamente os que jogavam pior. Acho que isso era uma forma de tentar “se afirmar” em cima das mulheres. Para ser justa, hoje isso acontece com bem menos frequência.
Os torneios femininos são realmente muito bons. A maioria das participantes são esposas ou namoradas de jogadores que vão para as séries acompanhando alguém. É um ambiente mais leve, com conversas, brincadeiras, e muitas vezes até oferecem champanhe na mesa. O nível técnico, claro, é bem mais baixo. Eu recomendo fortemente que qualquer mulher que vá a uma série experimente pelo menos uma vez. Mesmo que não consiga um bom resultado, vai entender melhor o universo do marido ou namorado jogador.
Também jogo esses torneios online. Os femininos no PokerStars são os mais baratos da minha grade, mas nunca os deixo de lado. Geralmente, participam 20 a 30 jogadoras, os nicks já são todos conhecidos e o clima é bem acolhedor. Além disso, meu ROI neles é altíssimo.

Natasha: – E o que os sites poderiam fazer para atrair mais mulheres para o poker? Torneios femininos são legais, mas acabam sendo voltados apenas para quem já frequenta as séries. O que mais poderia ser feito?
Darya: – Essa é uma área que os sites realmente deveriam desenvolver. Atrair novos jogadores homens está cada vez mais difícil, então aumentar o número de mulheres no poker é uma oportunidade enorme. Aliás, no Brasil, foi onde vi mais mulheres jogando ao vivo, embora eu ainda não tenha jogado nos EUA. Aqui, muitas jogam em times, e várias competem em alto nível. Já na Rússia, se você vê uma mulher desconhecida na mesa, 99% das vezes ela é amadora. Aqui não é assim. Além disso, o tratamento com as mulheres no Brasil é muito mais respeitoso. Não existe aquele tom de deboche, do tipo: “Você pelo menos sabe as regras?”.
Acho que os sites deveriam promover mais torneios femininos online. Na GG, por exemplo, não existe nenhum! Isso é um erro enorme. Mesmo que os torneios tenham overlays de algumas centenas de dólares, para a rede o impacto financeiro seria mínimo, mas poderiam atrair muitas novas jogadoras.
O PokerStars, por outro lado, já organiza torneios femininos regulares e, inclusive, tenta incluí-los em grandes séries. Durante o SCOOP e o WCOOP, normalmente há eventos femininos, e, antigamente, no torneio feminino de domingo do Dia Internacional da Mulher, o prêmio incluía até um pacote de $25k para as Bahamas.
Atrair mais mulheres é essencial. Eu realmente acredito que o próximo boom do poker só vai acontecer se houver um crescimento significativo da presença feminina. Qualquer outro cenário parece menos viável.
Também acho que o perfil da jogadora profissional precisa ser valorizado. No Brasil, por exemplo, várias mulheres são reconhecidas, respeitadas e até influentes na comunidade. Infelizmente, na Rússia, isso ainda não existe. Nossa comunidade feminina de poker é muito pequena e não parece crescer com o tempo.
Natasha: – Ouvi dizer que a nova casa de streams será na Argentina e que você vai participar…
Darya: – Sim! Nos encontramos com o Aurora durante uma série, e ele me convidou para jogar.
A partir de 20 de agosto, vamos transmitir 24 horas por dia, durante 10 dias seguidos. A novidade é que vou jogar MTTs, então não será interessante só para quem acompanha cash games.
Claro, torneios têm muita variância: ou vai ser um festival de resultados ou um deserto total. Mas vou me dedicar ao máximo e fazer tudo que estiver ao meu alcance para não queimar o bankroll. Quero mostrar o melhor do meu jogo.
Vou jogar no Pokerdom, que está patrocinando tudo (inclusive, muito obrigada a eles!), e também no PokerStars. Infelizmente, meus queridos torneios femininos de $8 vão ficar fora da grade desta vez — vou focar apenas nos mais baratos e selecionar um AFS menor, para aumentar minhas chances de encontrar spots bons.
Natasha: – Você vai adaptar seu jogo para os limites mais baixos?
Darya: – Em micro stakes, o segredo é extrair o máximo de valor. Se tenho uma top pair com um bom kicker, estou disposta a colocar 100bb no pano sem pensar duas vezes. Acho que, nesses limites, os jogadores pagam muito e quase nunca fazem folds difíceis, então o plano é explorar isso ao máximo.

Natasha Ego1stka: – Há quanto tempo você está no Brasil e onde já morou por lá?
Darya: – Aproximadamente quatro anos. A maior parte do tempo moro em Balneário Camboriú, uma cidade no sul do país, perto de Florianópolis. É um pequeno balneário turístico, parecido com Guelendzhik. Um lugar turístico, mas muito bonito. São cerca de 150 mil habitantes, mas, na alta temporada, a população chega a 1 milhão. As praias são lindas, a natureza é exuberante e a cidade vem sendo cada vez mais modernizada, tanto que é chamada de “Dubai brasileiro”. Aqui é seguro e confortável para viver; recomendo a todos que estejam pensando em se mudar para o Brasil.
Natasha: – Gravamos uma stream sobre a vida na América Latina em 2022. De lá para cá, acha que as coisas melhoraram ou pioraram por aí?
Darya: – Com certeza melhoraram 100%. Falando especificamente da nossa cidade, muito dinheiro começou a circular por aqui. Quando vim pela primeira vez, em 2017, tudo era mais simples, com uma estrutura precária. De lá para cá, ampliaram a faixa de areia das praias, instalaram playgrounds e banheiros, e melhoraram bastante a infraestrutura. Além disso, começaram a construir o prédio mais alto da América Latina, e aqui têm apartamentos de famosos, como Neymar e Ronaldo.
No início deste ano, moramos por três meses na Argentina. Temos muitos amigos que se mudaram para lá e até pensamos em fazer o mesmo. Mas os preços lá triplicaram desde a última visita. Aqui, no Brasil, com R$100 (cerca de 1.500 rublos), dá para jantar muito bem, enquanto na Argentina esse valor mal paga um prato de massa — e olhe lá. O Brasil está muito mais barato para viver.
Natasha: – Para quem nunca foi ao Brasil, que lugares você recomenda conhecer?
Darya: – O Brasil é enorme e muito diverso. Visitamos o norte do país, que fica perto do Equador, então faz muito calor. A natureza é maravilhosa, tudo é lindo, mas o clima é pesado: mesmo no inverno, as temperaturas ficam na casa dos 35°C, e no verão chegam a 45°C, com umidade altíssima. Para mim, que sou de Nizhny Novgorod, foi bem difícil.
São Paulo é uma cidade voltada para negócios, então, para turismo, não achei tão interessante. Tem bons parques, mas parques existem em todo lugar.
Agora, Gramado… esse lugar eu recomendo fortemente! Pesquisem fotos. Parece que você está na Suíça ou na Áustria, mas com vista para o oceano. Estivemos lá para uma série em maio e, por alguma razão, havia uma árvore de Natal montada na praça principal. A cidade parece um cenário europeu, com muitos parques temáticos e atrações, mas com um detalhe maravilhoso: os preços são brasileiros, não suíços.
Natasha: – Como é a sua rotina de trabalho e preparação para as sessões?
Darya: – Vejo muitos jogadores falando sobre meditação e outros métodos de preparação, e até sinto inveja (risos). Eu sou bem mais simples: acordo, tomo café e começo a jogar. Costumo começar por volta das 11h e jogo por 8 a 9 horas. À noite, descanso: vou ao cinema com meu marido, jantamos fora ou simplesmente passeamos. Só isso.
Natasha: – Muitos jogadores defendem que o esporte ajuda muito no desempenho no poker. Você pratica alguma atividade física?
Darya: – Infelizmente, não. Em abril, sofri um acidente: desci uma escada de forma errada e machuquei o joelho, fiquei três meses sem conseguir dobrar a perna. Gostaria de fazer alguma atividade, mas, para ser sincera, sou preguiçosa. Poderia inventar que não tenho tempo ou que fico exausta depois das sessões, mas a verdade é que é pura preguiça mesmo.
Natasha: – Quem você acha que tem mais chances de se destacar na nova casa de streams?
Darya: – Como vou jogar MTTs, provavelmente vou ser ou a maior vencedora, ou a maior perdedora (risos). Gostei muito da primeira edição da stream house e assisti várias transmissões com prazer. O Aurora e o Fellini foram os que mais lucraram, então acho bem provável que eles consigam repetir o sucesso.
Sempre acompanho também as streams do Sasha “Grekhometra”, ele joga Omaha e vai enfrentar bastante variância também. Já o Andrey, ainda não conheço bem, então não sei o que esperar dele.
Espero que a gente vá bem, mas, pelo histórico da primeira edição, tudo pode acontecer. Por outro lado, se a gente for mal, pelo menos não seremos os primeiros (risos).
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