Redes Sociais: Linus Loeliger desce ao NL2k e assusta os regulares do poker
GipsyTeam
Hoje, 01:51
Nick Schulman virou apresentador de rádio, TiltMeNot relembrou o maior bad beat de sua carreira, Matt Berkey contou a história dos jogos privados e outras notícias rápidas.
O ex-top reg TiltMeNotcontinua contando histórias do passado. Desta vez, ele relembrou a maior bad beat de sua carreira:
— Não foi uma mão específica.
Imaginem o que aconteceria se amanhã a Kalshi adicionasse mesas heads-up nosebleeds ao seu aplicativo.
Era exatamente assim o Betfair Poker em meados dos anos 2000.
O site reunia alguns dos maiores gamblers do mundo.
Ao adicionar poker, especialmente heads-up high stakes, eles passaram a contar com um fluxo interminável de jogadores recreativos ricos, que atraíram uma fila de regulares querendo enfrentá-los.
Foi uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida. A festa durou cerca de um ano.
Naquela época, muitas salas tinham um recurso genial: elas podiam simplesmente parar de funcionar a qualquer momento por causa de uma “atualização”. Não havia nenhum aviso. O jogo simplesmente era interrompido e aparecia uma janela dizendo: “Voltaremos em duas horas”.
A principal baleia era um italiano. Vou chamá-lo de W.
Diziam que ele era o maior apostador da Europa, com um bankroll na fronteira entre oito e nove dígitos. Era um jogador agressivo, com bankroll infinito, não era burro e entendia poker o suficiente para ser perigoso.
Uma vez me mostraram uma foto dele: um senhor baixo, grisalho e de suéter. Parecia aquele seu tio favorito, mas com um toque de loucura. Lembrava José Mourinho, caso vocês acompanhem futebol.
Eu tinha um azar catastrófico contra ele. Ele simplesmente me destruía.
Jogar nosebleeds contra um fish com dinheiro ilimitado, que entende pelo menos metade do que está fazendo, é muito mais difícil do que parece. Eu não estava me divertindo nem um pouco.
Sim, sim, eu sei. Quando a pressão financeira entra em cena, é praticamente impossível ganhar.
Mas, em um belo dia, tudo mudou. Ganhei cinco ou seis buy-ins no $100/$200. Ele estava em um tilt infernal e educadamente pediu para passarmos ao $250/$500.
Sem problemas, amigo. Torne meu dia ainda melhor.
Ele sentou com $50 mil, e eu, com $25 mil. Na primeira mão, ele abriu, eu dei um mini-raise com AQ, ele imediatamente foi all-in e eu dei snap call. O QJs dele não melhorou e outros $25 mil foram parar no meu bolso.
Desde o início da sessão, eu já estava ganhando $150 mil. Ainda precisava recuperar outros $300 mil, mas, com aquele tipo de jogo, isso poderia acontecer muito rapidamente.
Eu já imaginava minha vida voltando aos eixos. Poderia dormir tranquilamente novamente, sorrir e talvez até aproveitar o sexo sem que o rosto idiota de Mourinho surgisse na minha cabeça no pior momento possível.
Mas, naquele instante, o software travou e apareceu uma mensagem informando que o jogo seria retomado em duas horas.
Tive a sensação de que estava enlouquecendo. Liguei para o suporte e comecei a gritar com algum pobre funcionário, dizendo que eles tinham destruído minha vida e que eu exigia uma compensação.
— Quero que vocês transfiram $300 mil para a minha conta agora mesmo!
Não tenho orgulho do meu comportamento.
Algumas semanas depois, W voltou ao lobby. Não havia mais nenhum sinal de tilt. E seu caixa eletrônico particular, no caso eu, estava novamente à sua inteira disposição.
— Há pouco tempo, ele estava jogando $100/$200 conosco — aproveitou a CoinPoker para se promover. — GazzyB e Ryan Riske analisaram algumas mãos, e a gravação pode ser encontrada em nosso canal.
Membro do Hall da Fama russo, Misha Inner também aproveitou para "cumprimentar a lenda".
— Cheguei a Vegas em 2008. Naquela época, o único jogo regular de $25/$50 ou mais era organizado por Jamie Gold e Gabe Thaler no Venetian. Era um jogo fechado. Na Bobby's Room, a lista de espera era controlada pelos gerentes, mas os jogadores exerciam uma influência considerável por meio de gorjetas e stacks falsos usados para ocupar lugares.
Em uma noite fatídica, apareceu no Wynn um jogador chamado Zach, uma baleia lendária sobre a qual Garrett Adelstein fala detalhadamente em seu novo livro. Zach quis jogar $25/$25, perdeu rapidamente $250 mil e passou todo o ano seguinte jogando apenas contra os oito sortudos que estavam no lugar certo e na hora certa naquela noite.
Nem mesmo no $2/$5/$10 era possível simplesmente chegar e conseguir um lugar. Hollis Bernhardt ajudava a organizar um jogo chamado "Trash Talk Tuesday" no antigo Hard Rock. Às vezes, o jogo ocupava cinco mesas, e ele controlava completamente a lista de participantes.
A questão é que sempre existiram e sempre existirão jogadores que entendem perfeitamente que são perdedores, mas continuam jogando pela emoção. Em troca, querem que todos façam suas vontades.
Os jogos privados não são um formato novo. Caso os regulares que nunca conseguem entrar neles considerem isso injusto, o problema é exclusivamente deles. A vida em geral é injusta, e o poker não é uma meritocracia.
Jogar profissionalmente não significa apenas conhecer a melhor estratégia para usar nas mesas, mas também entender o que é preciso fazer para conseguir um lugar na melhor mesa.
— Não é bem assim — discordou Timofey Kuznetsov nos comentários — O mixed game de $2.000/$4.000 ou mais na Bobby's Room funcionou durante décadas com a regra de que quem chegasse primeiro ficava com o lugar.
— Sim, nos mixed games caros sempre houve regras próprias, porque o simples tamanho dos valores envolvidos já afasta muita gente.
— Volte, TT 🐐. Estamos todos esperando por você — pediu Martin Zamani a Trueteller.
Neste verão, praticamente todos os dias houve um mixed game de limites altos no Aria.
Patrik Antonius publicou uma foto de seu impressionante stack em uma das últimas sessões.
— Os regulares de mixed games realmente são uma casta à parte — concluiu David Paredes — Eu estava na fila para me registrar em um torneio da WSOP e encontrei um profissional old school. Antes de chegarmos ao caixa, tive tempo de ouvir bad beats de pelo menos cinco modalidades diferentes.
— Sim, eles são todos completamente malucos — concordou David "ODB" Baker — A propósito, não me considero parte "deles".
— E ele contou tudo em um ritmo tão frenético que parecia ter ensaiado. Décadas passadas nos mixed games claramente deixam marcas permanentes.
— O Main Event da WSOP ocupa um lugar especial no calendário do poker. Para mim, também sempre foi um evento importante. Joguei o torneio 14 vezes. Estes foram os meus ganhos em cada ano:
2011: $0
2012: $0
2013: $0
2014: $0
2015: $0
2016: $0
2017: $0
2018: $0
2019: $0
2020: Covid, economizei $10 mil
2021: $0
2022: $0
2023: $0
2024: $0
2025: $0
Mal posso esperar para descobrir o que me aguarda em 2026!
Alguns dias depois, MacKinnon atualizou as estatísticas:
— 2026: $0
Daniel Cates presenteou seus seguidores com mais uma reflexão:
— Tanto no poker quanto na vida, provavelmente o mais correto é acreditar na palavra das pessoas. Que engraçado.
— Não exatamente — discordou Alex Weiss. — Isso pressupõe honestidade e consciência, por isso é melhor acreditar nas ações.
Nick Schulman virou apresentador de rádio:
Durante as próximas seis semanas, vou apresentar o programa Poker Weekly na rádio esportiva Mad Dog. Nota da redação: o programa é transmitido pela plataforma paga SiriusXM.
Eles entraram em contato comigo antes mesmo do início da World Series. Combinamos de fazer alguns programas-piloto e, caso gostem, continuaremos trabalhando juntos.
É uma honra enorme para mim. Nunca imaginei que participaria de algo assim. Já tenho uma lista de convidados muito interessantes, mas vocês podem me ajudar bastante enviando boas perguntas e mãos.
A análise de mãos enviadas pelos ouvintes será uma parte importante do programa. Talvez até recebamos ligações ao vivo.
O primeiro programa foi ao ar em 17 de julho. Nick falou brevemente sobre sua história: conheceu as apostas aos 11 anos, em um clube de bilhar, e joga poker desde os 15.
Os convidados foram o entusiasta do poker e conhecido comentarista esportivo norte-americano Nick Wright e Taylor von Kriegenbergh, velho amigo de Nick e regular de jogos privados.
A gravação do episódio pode ser ouvida no Twitter (em inglês):
— Uma vez, fui convidado para o "Jogo da Molly" — relembrou Nick — No final, deram a entender que eu deveria deixar uma gorjeta para ela. Dei $30 mil. Não estou exagerando nem jogando números grandiosos ao vento. Eu realmente vivia assim.
Muitos jogadores seguiram o exemplo de Shaun Deeb e compartilharam suas estatísticas de entradas na WSOP. Vale lembrar que Shaun fez 122 entradas em torneios de bracelete durante o verão.
— Fiz 44 entradas e cheguei ao ITM nove vezes — escreveu Jeremy Ausmus — É verdade que perdi alguns dias e quase não joguei os torneios mais baratos. Fiquei curioso para saber quantas balas os outros grinders dispararam.
— Minhas entradas permanecerão apenas entre mim e Deus — Michael Moncek, um dos poucos que poderia competir com Deeb, preferiu não revelar suas cartas.
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