A última semana trouxe resultados expressivos para o poker brasileiro, anúncios importantes para a próxima World Series of Poker (WSOP) e movimentações relevantes tanto na indústria quanto no entretenimento ligado ao jogo. A seguir, o resumo semanal do GipsyTeam, com os principais acontecimentos organizados em ordem cronológica.
12 de fevereiro — Yuri Martins é vice no 10-Game e vence ranking do PGT Mixed Games

Como noticiado na última semana, o brasileiro Yuri Martins teve uma das semanas mais produtivas de sua carreira no PokerGO Studio, em Las Vegas. O paranaense terminou na segunda colocação do US$ 25.300 10-Game Championship, garantindo um prêmio de US$ 312.000 e, com o resultado, assegurou o título de Jogador da Série no PGT Mixed Games.
A campanha foi marcada por regularidade: um título e dois vice-campeonatos nos três últimos eventos da série, somando US$ 745.350 em premiações. Na classificação final do ranking, Yuri superou o norte-americano Qinghai Pan.
Na decisão do 10-Game, o brasileiro começou a mesa final como chip leader, mas acabou superado por Brian Rast, que levou o troféu e US$ 480.000.
15 de fevereiro — Yuri Dzivielevski conquista o Super High Roller Bowl Mixed Games

De novo ele. Yuri Dzivielevski venceu o Super High Roller Bowl Mixed Games, torneio de US$ 100.000 de buy-in, e faturou US$ 1,3 milhão.
O resultado coroou uma sequência impressionante: em apenas uma semana, o cinco vezes campeão da WSOP acumulou US$ 2.045.350 em premiações, incluindo um título e duas segundas colocações na série. Com isso, seus ganhos ao vivo se aproximam de US$ 13,1 milhões, colocando-o entre os maiores vencedores da história do país.
Na mesa final, Dzivielevski enfrentou nomes como Benny Glaser, Nick Schulman e o atual campeão Chad Eveslage. O brasileiro assumiu a liderança ao longo do dia e confirmou a vitória após um heads-up contra Eveslage, que recebeu US$ 835.000 pelo segundo lugar.
16 de fevereiro — Daniel Negreanu revela plano para a WSOP 2026

Após a divulgação do cronograma oficial da WSOP 2026, Daniel Negreanu detalhou em suas redes sociais a estratégia que pretende seguir durante a série.
Leia LeiaO canadense planeja disputar cerca de 40 torneios ao longo do verão em Las Vegas, com foco principal em eventos de buy-in elevado — mais da metade das inscrições será de US$ 10.000 ou mais, incluindo o US$ 250.000 Super High Roller.
O calendário pessoal de Negreanu será composto por 17 torneios de no-limit hold’em, 15 de mixed games e 8 de pot-limit Omaha. Um detalhe curioso é a preocupação com o descanso: mais de 75% dos eventos escolhidos começam ao meio-dia ou mais tarde, numa tentativa de minimizar os efeitos do desgaste físico durante a longa série.
Em 2025, o profissional encerrou a WSOP com lucro de US$ 181.097.
18 de fevereiro — Série sobre fundador da WSOP entra em produção

O universo do poker também deve ganhar espaço na televisão. A produtora de Sylvester Stallone, em parceria com a MGM Television, está desenvolvendo uma série sobre Benny Binion, fundador do Horseshoe Casino e criador da World Series of Poker.
A produção será baseada no livro Blood Aces: The Wild Ride of Benny Binion, que retrata a trajetória do empresário — desde sua atuação em cassinos clandestinos no Texas até a criação do evento que ajudou a transformar o poker em um fenômeno global.
O ator Cole Hauser, conhecido pela série Yellowstone, interpretará Binion. Ainda não há data oficial de estreia.
19 de fevereiro — Benjamin Rolle recorre à Justiça contra restrições nas redes sociais

O profissional alemão Benjamin Rolle, conhecido como “bencb”, afirmou ter recorrido a advogados após enfrentar bloqueios e restrições em suas contas nas redes sociais, incluindo Instagram, YouTube e Facebook.
Segundo o jogador, as tentativas de resolver o problema pelos canais de suporte das plataformas foram ineficazes. A situação só foi revertida após o envio de notificações formais por escritórios jurídicos, que resultaram na remoção das restrições em um prazo de dois a três meses. O custo do processo variou entre 500 e 2.000 euros por caso.
Rolle criticou a falta de transparência das plataformas, que frequentemente aplicam sanções com justificativas genéricas relacionadas a “conteúdo sensível” ou “bens regulados”. Na Europa, legislações recentes como o Digital Services Act têm ampliado as possibilidades de contestação, mas especialistas apontam que a proteção ainda não é uniforme em outros países.